quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Soliedariedade

2015, O ano de poucas palavras, mas muitas ações e surpresas.
Em Outubro de 2015, houve um enchente extremamente forte no município onde moro, centenas de famílias perderam tudo, ou quase tudo, a agua torturou a cidade por dias, e o desespero estava sendo cada vez pior.
Minha casa foi muito atingida, ficamos meio mês sem luz, Edson segurou sozinho essa barra, eu fui pra Porto Alegre com meus filhos.
Confesso que ter ajudado de forma simples como voluntaria, me fez não lamentar as perdas que tive com tanta tristeza,
Afinal são só coisas...
Minha casa estava ali, meus filhos e saudáveis, mas minha vida virou do avesso.
Livros, material escolar, documentos, fotos... isso foi dificil
Mas ver pessoas ajudando umas as outras foi muito bom, perceber que nem mesmo um amigo ou parente se sensibiliza com a situação, mas o vizinho que nem seu nome sabe leva uma sacola de comida pra ajudar os desabrigados abre qualquer sorriso.
 
Hoje as coisas estão voltando aos poucos ao seu lugar, as lembranças ficam.
um dos fatores agravantes de enchentes, e o descarte errado do lixo, as pessoas jogam lixos em bueiros, na rua, a natureza devolve da forma que pode.
 
O comércio, áreas mais altas foram atingidas.


 
 
 
Meus eletrodomésticos e moveis



                                                            Freezer caiu no chão

                     
                          A Loja que fica em frente minha casa teve Banner e produtos destruídos
 
 


 Quando a agua começou a baixar o lixo da população assim como seus pertences perdidos foram espalhados pela cidade, como se a casa de cada um tivesse sido aberta ´...



                                Casa de Sahira teve praticamente a loja destruída, tecidos, ferramentas, produtos embalados, o estoque ficou submerso.

                              Quarto dos meus filhos, muitas roupas e livros

Essa mocinha tem um sentido muito especial pra mim, foi pro hospital das bonecas junto com as da Lara, e não sai de perto de mim.
 


 






 Tequila e Fiona ficaram em surto, até acomodarmos em outra casa elas ficaram assim observando cada movimento.
 
 
2015

 
Mas tudo esta voltando ao normal, a Loja já está funcionando, os moveis e elétros estamos arrumando, o que não tem como arrumar vamos substituindo aos poucos.
As lembranças que foram, não foram totalmente pois ainda estão claras em minha memória, assim como a todos que de alguma forma ofereceram ajuda, ajudaram, torceram.
Mesmo em meio tanta coisa triste, vi pessoas que nem conheci oferecer ajuda, neste momento entendemos realmente o que é soliedadriedade.
 
 
2016 com muito Sol e consciência
 
 
 
Quero que saibam que não falei da enchente com intuito de pedir ajuda, ou deixar alguém penalizado, essa enchente foi há mais de 3 meses, e agora finalmente tive tempo de contar pra vocês, afinal aqui é meu diário de bordo...meio abandonado eu sei...
2015 teve tantas surpresas, e 2016 já começou balançando, tive meu dia de Rei Leão, vou contar pra vocês.
saudades de aparecer aqui...
 
beijoooooooo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nosso Rio de Janeiro

Boa Tarde!!

Saudades deste cantinho, a vida deu tantas voltas que eu não tinha como desacelerar e vir conversar.
Neste tempo aprendi muito, bati com a cabeça na parede, viajei, me escondi e aprendi bastante.
Vocês como estão me contem as novidades...
Cheguei do RJ essa semana fui no aniversario da Fernanda mais fofa que existe.
A Fernanda da Rejane, nossa querida da Casa Corpo e Cia.

Foi uma festa muito especial, ela foi feita cada detalhe pela mamãe coruja e as titias corujas.
Fernanda é um garotinha muito especial, adora beijinhos e já corre por tudo.
Caminha sempre com o pé direito, aguentou a balada do morango firme e forte.
 
Mamãe coruja que não para quieta mas está muito bem.
 
Cada detalhe feito com trabalho e muito amor e ajuda das meninas, fez com que a festa de 1 ano da Nandinha ficasse linda.
 
Essas fotos abaixo eu "roubei" do blog da Rê.
Ver ver coisa mais amada o post.
 

                                          Essas fotos roubei do Blog da mamãe coruja.







Tudo que é de amor, paixão e carinho, faz bem pele e pra saúde. Felicidades pra nossa princesa.
 
Vem visitar a festa Craft da Nandinha feita com muito amor e dedicação.
 
Levei a Lara minha neta de 5 anos que amou e brincou até cansar. Conheceu o Rio e ficou maravilhada...
 



 
 
 Um beijo queridos. até breve.
 
 
Fernanda Sahira

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Remédios e atenção ...


Minha férias daqui aconteceram um pouco que forçadas, muitas coisas que viraram minha vida de pernas pro ar, mas aqui estou pra conversarmos como sempre.

   Hoje resolvi falar com com voces um assunto sério que muitas vezes passa despercebido, medicação e os cuidados que temos obrigação de ter.
   Sempre utilizei medicação, na verdade sempre que tinha dor, cansaço, não tinha muita paciência pra fazer meu organismo resolver o assunto sozinho.
   Me sentia uma médica ou até farmacêutica, trabalho uma vez por semana em uma ONG em que as pessoas recebem atendimento medico gratuito, e posteriormente quando necessário são medicadas, a maioria dos pacientes são idosos, eu que oriento a administração dessas medicações.
 
   E assim criei um vinculo maior e acesso a remédios. Calma, não sou dependente de nenhum deles, não uso remédios proibidos e nem vendo no mercado negro tá.

Mas a vida me deu um susto há uns meses atrás, fiz um procedimento dentário e o dentista receitou uma medicação pra dor sublingual, e disse que eu podia fazer uso de até 6 doses por dia.
Voltei pra casa, deitei usei a medicação mas nada dela fazer efeito, a anestesia já tinha ido embora e minha mente latejava junto com a dor, e eu quanto mais usava o tal analgésico parecia que aumentava.
   Ao lado da minha cama tenho um criado mudo e deixava o vidrinho que comia como mms, mas ele acabou e pedi outro vidro a farmácia, a dor foi aliviando e eu dormi.
Só que não dormi, capotei, irmão, marido todos me chamando tentando acordar e nada.
Fui para o hospital desacordada no colo do meu irmão. entrei na emergência e só acordei algumas horas depois dentro da UTI.
Faço uso de uma medicação pra dormir que é sublingual, e o vidro é exatamente igual, o rotulo a caixa os comprimidos. apenas os nomes diferente.
Mas até chegar a esse motivo, eu já havia sido internada por tentativa de suicídio, com ingestão de medicação e estava sendo atendida por uma equipe psiquiátrica. Muito grogue eu dizia que sentia dor, e os médicos achando sei lá o que me deram uma dose de morfina.
Adivinhem, sou alérgica a morfina, desenvolvi uma hepatite medicamentosa e fiquei no hospital desintoxicando alguns dias. Os médicos não acreditavam em nada que eu falava, e ao meu lado na UTI, pacientes que lutavam muito pra viver, durante minha internação houve dois óbitos. e pra mim, sem dúvida me fez sentir uma ameba, pensando tentei me matar e essas pessoas não desistem da vida.

   Acontece que fui recuperando a memória e lembrei das medicações, pedi que trouxesse o vidro ao hospital e a receita da dentista. Ligaram ao meu psiquiatra que ajudou muito conversando com a galera da camisa de força.
Meus filhos não entendiam nada, Edson apavorado, meu irmão em estado de choque achando que eu queria me matar. e eu com minha cara de louca dizendo, era só um dente pessoal.

No quinto dia, eu não aguentava mais, afinal estava bem, e não entendia porque não recebia alta, passeava pela UTI como quem estivesse no parque, ajudava pacientes a comer, alcançava agua, o pessoal da enfermagem também não entendiam, ou não falavam...vai saber...
Acabei saindo do hospital por conta própria, assinei a alta e fui pra casa.
Direto na minha gaveta, o que era desconfiança  confirmou, analgésico e indutor do sono quase iguais.



Pensei tanta coisa, o laboratório na minha opinião irresponsável , afinal, idosos, pessoas que tem dificuldade podem se matar.
Pra mim foi uma lição, que nunca mais vou esquecer, afinal, louca sei que ja sou, mas não queria um atestado né.


Beijocas e espero que esse post ajude a ter um pouco mais de atenção 


Fernanda Sahira














terça-feira, 23 de setembro de 2014

Como vai a báriatrica? Viver é melhor que sobreviver

As coisas querem um rumo, um foco (palavra do momento) quem conhece o Minha Mae Sabia sabe que falo muito sobre minhas neuras limitações, mas também sobre minhas superações.
Outubro minha cirurgia bariatrica fará 3 anos, e desde que fiz tento entrar em um ritmo de disciplina, o que pra mim sempre foi um desafio.
O engraçado é que após 3 anos somente agora entendi de forma clara quais são minhas regras mais importantes, que ajudem e me façam ter uma qualidade de vida.


    Há  anos atrás eu malhava, fazia até artes marciais, tinha pique e um corpo bonito e resistência física.
    Quando engordei deixei tudo de lado. o que piorou a situação.Mesmo depois de operada fiz alguns meses de pilates e desisti, estava sempre arranjando uma desculpa.
Além disso sabotava sempre que possível minhas regras alimentares.
Resultado: engordei mais de 10 kgs, isso não incomodava tanto até perceber que já nem conseguia mais amarrar o calçado ... Estava colocando a cirurgia no lixo, e todo sacrifício que passei, alem da equipe medica e minha família.
   Resolvi parar de disfarçar o fracasso e enfrentar meu novo desafio: Reagir.
  Comecei enlouquecendo todos com meu celular, coloquei lembretes a cada 3 horas comer, mesmo sem fome, podia ser uma castanha, mas meu organismo foi tendo o habito e eu fazia tudo com disciplina, coloquei lembretes para agua, e a cada hora tomava um copo, no final do dia tomava 2 litros de agua e nem percebia.
  Rins funcionando, pele agradece e desinchando o corpo, perdi medidas e ganhei animo.
 Voltei pra academia pela milésima vez, mas dessa vez decidida.
 Comecei com apenas esteira, engraçado que tenho esteira em casa, mas na academia me deu aquele gás e o horário era um momento em que éramos somente eu e eu, iniciei fazendo 15 minutos de esteira e um pouco de exercícios aeróbicos, alem de alongamento que ajuda muito.
Em 30 dias eu já estava fazendo 2 horas de academia.
Meu momento de superação mais fantástico acreditem, foi na esteira. em menos de 30 dias fiz 60 minutos de esteira sem interromper.Chamei meu instrutor, uma amigo de infância e o abracei, ele me apoia tanto, se falto um dia ele liga e cobra determinação.

E os resultados  foram animadores, emagreci 10 kgs e perdi medidas.

Quando chega a hora de malhar sei que mesmo cansada sem Voltei a ser mais vaidosa, usar maquiagem, cuidar dos cabelos]...


Coloquei pela primeira vez um vestido vermelho, fui madrinha de casamento, e tive coragem de ousar...








E mesmo não tendo peso ideal para os famosos padrões, estou muito satisfeita, sinto orgulho do que estou aprendendo ao fazer as pazes com minha cirurgia, ou seja ela faz a parte dela e a minha é o meu compromisso de um dia de cada vez.

Havia agendado duas plásticas para esse mês, mas resolvi esperar, quero manter o mesmo peso ao menos 6 meses, depois penso nisso.
Então graças ao meu sacrifício e comprometimento, estou me sentindo bonita, como ha tempos não sentia, mesmo com preguiça vou sempre.










                                             Ousei e até usei um batom vermelho
                                  A barrigudinha ainda incomoda, mas diminuiu muito



E a cirurgia bariatrica?
Vai bem, tem feito a sua parte, recebendo meu compromisso de cuidar dela.

Ficou com alguma dúvida?
Quer conhecer a Página do blog? Aproveite, troquem ideias deixem sugestões  isso enriquece nosso espaço virtual



Abraços, e aos poucos vamos fazendo postagens  sobre diversos assuntos.

Beijocas



Fernanda Sahira.

Loja Casa de Sahira












sábado, 28 de junho de 2014

Ser Feliz é o que há !!



E assim as coisas estão  acontecendo nem sempre na ordem que precisamos , nem sempre como esperamos, mas nesses últimos meses a vida tem me dado tantas surpresas.

Sumi do blog, dei um tempo na internet, precisei, tentei encontrar a Fernanda que estava aqui perto ou dentro de mim e não encontrava mais.

Lembro quando viajei há 11 meses atrás pra Argentina, nem comentei com vocês, mas fui levar as cinzas da minha mãe, pra cidade, a Pátria que ela veio e teve que fugir por ideais que nunca foram aceitos.

Naquele momento doeu, pensei que a morte nos maltrata faz doer, chorar.
quando minha mãe morreu ela antes ficou doente, sofremos ate sua partida, mas sabíamos que iria acontecer.

Mas em Maio desse ano as coisas foram mais alem do que imaginava, do que meu coração podia sentir, meu cunhado de apenas 30 anos sofreu um acidente e faleceu.

E junto com ele, foram sonhos, uma família dividida e sem um alicerce, todos eles minha irma, meus sobrinhos e ele são do Mato Grosso do Sul, mas adotaram Santa Catarina como a cidade de coração.
A vida deles era lá, minha irma e professora, meu cunhado chefe de cozinha tinha uma casa de sucos e lanches naturais.

O destino fez com que eu convivesse mais com eles nos últimos  meses e cada dia admirasse mais.

Ele era da geração saúde, plantava ate as ervas e temperos que usava no restaurante, comia frutas e verduras plantadas por ele, minha irma não cozinhava, somente ele.
Uma noite não vou esquecer jamais, estava deitada na rede na sua casa e ele disse: Fernanda, não troco essa  vida na paz, por dinheiro algum.

Ele fazia goleira de futebol, casinha na arvore, meus sobrinhos viviam em família com ele., tinha um pai presente, mesmo que ele trabalhasse o dia inteiro.

Quando ele morreu, entrei em choque, minha irma ligou e fui para o MS, onde seria o enterro. Fiz a viagem inteira pensando que seria um engano.

O sofrimento da minha irma foi um sentimento muito forte, nunca entendi exatamente porque, mas e muito dificil pra mim falar nele, falar sem sofrer, sem pensar que do nada ele entrará na casa da minha irma com meu pote de açaí ...

Sei que o blog e um lugar de falar em novidades, coisas bacanas, mas o meu sentimento hoje e de dizer pra cada um de vocês que por aqui passam: Cuide da sua felicidade, ame, diga sim, diga não
VIVA, seja louco por viver, meu cunhado Zelio viveu intensamente, não porque ele morreu que digo isso, mas felizmente eu nunca vi ele sendo mal caráter, oportunista, muito pelo contrario, valorizar a vida, comíamos doces escondido da minha irma que é natureba

Ele falou, Fernanda me ajuda a arrumar esses trem de internet, quero divulgar a Tribo do suco, sou bom pra cozinhar, mas com as palavras não sou bom não.

Tinha uns meninos que iam todo dia na Tribo ele fazia um super Milk Shake e dava pros meninos...

Enfim, o Zélio foi um homem de 30 anos, que fez ver com toda sua simplicidade, mesmo sendo um homem graduado, de uma família muito bem quista em Campo Grande, era um rapaz do bem, que não deixou sentimentos de tristeza ou magoa com as pessoas.
Minha irma teve a sorte de viver 15 anos ao lado dele, meus sobrinhos a sorte de ter um pai zeloso e presente, na minha opinião isso é o melhor que podemos deixar e passar ao próximo, aos nossos.
o Zélio partiu em uma fase da minha vida em que eu só falava, quero ser feliz, quero amar, cuidar de cada um.
Convivi com ele e minha irma um pouco antes dele morrer, um dia ele fez um churrasco pantaneiro pra minha família.
Meu filho de 14 anos disse: tio Zélio quero ser chef de cozinha, vou fazer faculdade de gastronomia...
Quando tu fizer 16 anos vem pra cá que te contrato...e o Dudu quando soube da morte dele sofreu muito.
Thomaz lembrou dele e do Edson fazendo goleira de futebol e ensinando meu sobrinho a lutar box, dizia que iam surfar juntos.
Confesso que meu luto durou muito, sofria pela minha irma, pelos meus sobrinhos, sofria pelos seus pais, que nunca jamais deveriam enterrar um filho. A mãe da minha irma que me ajudou tanto, também tinha ele como um filho.
Quantos Zelios vao  embora e deixam tantos corações sangrando? Ele antes de mais nada optou por ser feliz e vestiu a camiseta.
Lógico sabemos que a vida não é tao simples assim, que não tem como largar o trabalho e viver em uma ilha comendo peixe.
Mas podemos sim, ir na praça jogar uma bola com os filhos, sentar no chão da sala e fazer um piquenique, e não implicar tanto por uma toalha esquecida em cima da cama.



                                             Este é o Zélio, e suas mudinhas da horta
                                               
                                         Neste dia ele fez um arroz com açafrão  que amo
                                         
                                                  Edson conhecendo a Tribo do Suco
                                               
                                      Minha amada Irma e a Donna que eu morria de medo :)
                                               
                                  Essa foto da minha mana ele e meus sobrinhos, lindos!!!



Vamos dizer não pra quem deve ser dito. mas gritar sim pra nossa felicidade, uma pessoa feliz pode fazer outras felizes, não seja tao exigente, mas não amoleça demais.


Obrigada meus queridos por ler meu desabafo.

Até Breve.

Fernanda Sahira

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